abra a boca
e diga OOHHH!!

Thinkstock/Getty Images
Sem silencio constrangedor
Pode conversar com suas amigas – e a gente sabe que você conversa – e todas vão concordar: gritar, gemer ou falar durante o sexo torna a experiência muito mais prazerosa do que o silêncio constrangedor. “Quando você pode expressar livremente o que sente, sem se preocupar com nada, você se concentra nas sensações do seu corpo. Com isso, o prazer tende a aumentar”, explica a sensual coach Fátima Moura, de São Paulo.
Mas isso nem sempre vem facilmente. Muitas vezes, estamos acostumadas a nos reprimir verbalmente durante a relação. “A forma como nos expressamos em relação ao sexo vem da maneira como fomos educados pelos nossos pais, pelas nossas crenças religiosas e também pelas normas colocadas pela sociedade, que muitas vezes nos dizem para nos contermos”, diz Fátima. Por isso, em vez de aprender a fazer silêncio, na verdade acontece o contrário: temos que aprender a fazer barulho.
Gemidos
“Se você tem receio de chegar com tudo, comece pelos gemidos”, instrui a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa, de São Paulo. Esse é o primeiro passo para verbalizar seu prazer. Se mesmo com esse ruído mais baixo você fica receosa que vão te ouvir, vá para um motel até se acostumar. Afinal, ninguém ali vai achar estranho alguns barulhos mais picantes.
Comece naturalmente. “Gemer em um momento de pegada mais forte ou quando o sexo oral está bom só intensifica o prazer”, avisa Rita Rostirolla, do Rio Grande do Sul, consultora comportamental especialista em comportamento feminino e repressão sexual. E pode acreditar, ouvir seus gemidos dá muito prazer a ele, uma ferramenta que você pode usar para controlar até mesmo a duração do sexo. Se o seu parceiro está quase chegando lá, gemer demais pode fazer o processo acelerar. Se você quer que ele dure um pouco mais, diminua para gemidos leves.
Gritos
Não precisa entregar uma performance digna de filme pornô, mas gritar naturalmente estimula seu cérebro a obter mais prazer. Se o sexo está mais para o nível de “ok” do que de “ótimo”, verbalizar pode ajudar a subir de nível, segundo uma pesquisa publicada no Archives os Sexual Behavior, dos Estados Unidos. Isso acontece da mesma maneira que um sorriso em um dia ruim pode enganar o cérebro e fazer você realmente se sentir melhor. Ou seja, abrir a boca durante o sexo – não, não apenas dessa maneira – realmente ajuda você a aumentar o tesão. Além disso, segurar seus sons pelo medo de ser pega atrapalha a regra de sentir o momento, o que pode diminuir sua libido.
Excitação sexual envolve todos os sentidos. E cada um deles intensifica a experiência. O que não significa que quanto mais forte melhor. Saber dosar o volume também pode ser bem excitante. Gemidos leves e sussurros sexuais podem excitar mais do que um grito alto, dependendo da hora.
Falas
A chamada “dirty talk” é extremamente pessoal. O que excita uma pessoa pode acabar com o tesão de outra. É por isso que expressar certas falas vem com certo grau de risco. É importante lembrar que, em se tratando de sexo – e estando dentro da lei – nada é “esquisito”. O tesão é pessoal. Se você e seu parceiro tiverem isso em mente, revelar suas vontades pode fortalecer os laços. Mesmo que elas não sejam as mesmas, o grau de intimidade vai fazer o sexo ficar muito melhor.
Se não se sente confortável soltando algumas baixarias repentinas na transa, comece a brincadeira um pouco antes para se sentir mais à vontade. Envie uma mensagem para ele durante o almoço. Não precisa ser nada muito direto. Um simples “mal posso esperar para te beijar hoje de noite” pode ir escalando para direções específicas do que você quer, se ele souber continuar a brincadeira. Começando via mensagens, a interação pessoal fica mais fácil. Afinal, você já passou pelo passo número 1.
Mas falar durante o sexo não significa necessariamente que você vai querer que te chamem com nomes mais fortes na cama. “Sugiro começar aos poucos, com pequenos sussurros dizendo o que adora”, sugere Rita. E antes de passar para os nomes, é bom conversar com o parceiro para descobrir se ele gosta, para não assustar.
O que você está esperando para aumentar o volume?
Pode ser que um vizinho ou outro ouça, mas está mais do que na hora de aceitarmos ruídos sexuais como parte da vida de um casal. Contanto que a polícia não seja acionada, não se preocupe. “O mundo já grita demais por coisas que não são tão boas. Nada melhor do que ocupar o espaço sonoro com ruídos ligados a boas emoções”, conclui Ana.
Ainda não se sente à vontade?
Não precisa falar em voz alta. Qualquer tipo de “negociação sexual” com o parceiro atiça intimidade. Se você é tímida mas quer que ele saiba o que fazer, escreva uma lista de tudo o que você deseja que ele faça com você – e que você deseja fazer com ele – e entregue. Isso faz parte das preliminares.






















Nenhum comentário:
Postar um comentário